Projeto de escola municipal incentiva uso de metodologias ativas a partir da robótica Autor: Divulgação Semed

Categoria: Educação

Projeto de escola municipal incentiva uso de metodologias ativas a partir da robótica

Ronnie Dantas
Publicado em - Atualizado
Desenvolvido pela Escola Brigadeiro Eduardo Gomes, projeto contribui para o aprendizado da matemática.

Um projeto desenvolvido pela Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, como parte do componente curricular da disciplina de matemática, vem ganhando destaque. Idealizado pelo professor Paulo Rogério, docente da escola e mestrando em Física pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), ele conta com a participação de estudantes de Licenciatura da Ufopa, os "Pibidianos" - estudantes que fazem estágio em escolas públicas pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID).

Ontem, quinta-feira, 27, por ocasião da inauguração da sala de robótica da escola, os alunos da turma 703 participaram de uma aula diferenciada. Unindo matemática e robótica foi possível aprender de uma forma divertida e interativa sobre números naturais, reta numérica e comparação entre números. A experiência tem proporcionado um aprendizado dinâmico e despertando o interesse dos estudantes, reforçando a importância da tecnologia na educação.

Com a orientação do professor Paulo e a participação dos Pibidianos, os alunos puderam explorar conceitos matemáticos de maneira prática, utilizando robôs para visualizar a reta numérica e entender melhor as relações entre os números.

O professor explica que utiliza as atividades de robótica como complemento da carga horária.

"O objetivo principal é desenvolver o interesse dos alunos nas habilidades de tecnologia, fazendo com que eles entendam que a robótica é uma ferramenta que auxilia nas disciplinas. Como professor de matemática utilizo a robótica para casar o conteúdo que eu estou aplicando com eles na sala de aula à robótica, que me ajuda nesse desenvolvimento dos conteúdos aplicados em aula e funciona também como uma forma de sair um pouco da rotina", explicou o docente.

Dentre os critérios para os alunos participarem da atividade de robótica estão o interesse e o comportamento. Os alunos escolhidos são divididos em grupos e recebem funções como líder da equipe, programador principal e programador assistente. Tem ainda o testador do bom aluno, o pesquisador matemático e o anotador, que faz os relatórios das atividades.

Para a diretora da Escola Brigadeiro, professora Maria do Carmo Santos, o projeto despertou ainda mais o interesse dos alunos pela matemática.

“Aquele medo, que na nossa época tínhamos nas aulas de matemática, para eles não acontece, eles vêm ansiosos, principalmente quando vai ter aula de robótica. Trata-se também de um projeto de inclusão, porque nós temos uma aluna atípica participando. Além do que é uma forma divertida de aprender matemática, que os motiva, e isso é muito bom porque eles crescem em conhecimento. Nós sabemos que o ensino e a aprendizagem evoluem a cada dia e o objetivo da escola é acompanhar essas mudanças, inserindo os nossos alunos neste novo contexto”, argumenta a gestora.

A ideia está sendo tão bem aceita, que a direção da escola, juntamente com o idealizador do projeto, já pensam em realizar um torneio de robótica. O evento deve ser agendado para o segundo semestre de 2025.

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